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Em 24/11/2017 08:06:09

Black Friday é uma tradição relativamente nova no País, mas o consumo em alta durante a data ainda gera expectativas positivas nos comerciantes brasileiros. Essa perspectiva, contudo, ganha mais força devido à melhoria na economia brasileira, que hoje conta com juros e inflação em queda – fatores que são determinantes para definir o comportamento de consumo das pessoas. 

Para este ano, é esperado um aumento de 15% nas vendas durante a data na comparação com o ano anterior, com uma movimentação na ordem de R$ 2,19 bilhões na economia, de acordo com levantamento da Ebit, empresa de informações sobre comércio digital.

“A expectativa de crescimento está baseada no aumento do número de consumidores virtuais e na melhora do cenário econômico com controle da inflação, diminuição da taxa de juros e o índice de desemprego”, afirma o presidente executivo da Ebit, Pedro Guasti.

Na avaliação dele, o consumidor está mais confiante neste ano. “O consumidor está mais confiante de que o pior da crise já passou, por isso deve usar parte do 13º salário para comprar na Black Friday”, aponta o executivo.

Segundo os dados da empresa, 81% dos brasileiros têm a intenção de comprar no Black Friday, data em que as vendas costumam ser 20 vezes superiores a dias comuns. Levantamento realizado pela Google Brasil aponta para uma razão expressiva: 68% das pessoas estão dispostas a comprar no período.

Ano melhor

Para comerciantes, a queda e inflação, que barateia os preços, e dos juros básicos – que têm o poder de facilitar o acesso ao crédito – vão representar um alento após dois anos de vendas boas, mas fortemente afetadas pela recessão econômica dos últimos anos.

Essa é a avaliação de Hugo Moreira, 24, sócio da loja de óculos Aventto Lifewear. Segundo ele, a expectativa é que as vendas subam na comparação com os últimos anos. “Os clientes estão consumindo mais este ano [...] As condições melhoraram demais em relação a 2016”, afirmou.

De acordo com o comerciante, os descontos na loja vão chegar a 70% e as vendas servirão como um termômetro para o Natal. “Houve uma peculiaridade neste mês. Vimos que as vendas começaram baixas por conta de os clientes esperarem até os descontos da Black Friday”, apontou.

Fim de ano

Moreira se soma a muitos dos lojistas que começaram a ver uma melhora nas vendas após a retomada da economia. Para o final do ano, o empresário conta ter contratado 14 funcionários temporários diante da expectativa de demanda nas compras do Natal.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 73,8 mil vagas formais de emprego devem ser criadas no setor de comércio diante do aumento do poder de compra dos brasileiros. A expectativa é que as vendas movimentem 34,7 bilhões no período, um crescimento de 4,8% em relação a 2016.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da Ebit, Google Brasil e CNC