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Em 08/06/2018 08:01:20

COMO ITAMAR, TEMER ESCOLHE MINISTRO DA FAZENDA PARA PRESIDENTE – (I)

 

Magno Pires

 

            A economia brasileira está globalizada. Ou universalizada. Ou, ainda, interligada aos principais mercados e/ou empórios industrial, comercial e de serviços do planeta. Embora na área da ciência e tecnologia, inobstante os esforços do governo e de algumas empresas privadas, não avança como seria o desejado. Por isso, perde espaço. E é tido como um país de economia atrasada tecnologicamente. Isso, porém, é um problema interno da administração nacional, que não rompe com essa matriz e barreira. Nada de querer culpar os países mais desenvolvidos. Precisamos acabar com esse preconceito. E enfrentar isso com determinação e resolutivamente.

            Nosso parque industrial está entre os primeiros e mais modernos do mundo. Produzimos até aviões e submarinos... Somos o maior exportador de carne de gado, ferro, frango, sucos, grãos... do planeta. Temos o maior rebanho de gado do universo. Há 14 montadoras de carro no Brasil. Há uniformidade linguística e racial. O Brasil é o 7º país em extensão territorial. É a 7ª economia mundial. Esse é um pouco do nosso patrimônio.

            Relatado acima parcela do que somos. Quero, entretanto, com isso, reafirmar que não podemos entregar essa riqueza, esse fantástico patrimônio, que poucas nações do universo possuem, construído ao longo de nossa história e com grande esforço, a qualquer gestor da União como candidato eleito a presidente da República. Basta dos exemplos do passado recente com Collor de Melo (1992) e Dilma Rousseff (2016) que foram impedidos de continuar exercendo a presidência. Numa ação institucional e constitucional do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal – STF. Tampouco elegermos um tresloucado como Jânio Quadros.

            O Brasil, porém, não pode mais enveredar e apoiar eventuais candidatos da suposta esquerda populista e da extrema direita tão populista quanto os da esquerda.

            Aliás, sei que não será fácil, mas, o país e/ou o eleitorado e/ou os líderes políticos precisam deixar de pensar em ideologias e filosofias. Devem ser pragmáticos e transparentes. Nada de corporativismo sindical e patronal. Nada de nacionalismo xenófobo. Tampouco corrupção com um desgraçado alinhamento ao patrimonialismo burocrático histórico ainda tão em voga nas relações do Estado com a sociedade.

            Desgrudar-se desses vícios. Desses estigmas. E avançar democraticamente. Sem querer retroagir aos postulados ditatoriais. A democracia, com o primado da lei, serão os campos de ação do presidente e dos brasileiros.

            O presidente Michel Temer (MDB) acaba de escolher o seu ex-ministro da Fazenda, o preparado e competente economista Henrique Meirelles, como candidato do MDB, a presidente da República. Prescinde da reeleição, por inviável, e faz como o ex-presidente Itamar Franco (PRN), que escolhera FHC, seu Ministro da Fazenda, para substituí-lo no Planalto.

            Todos os partidos políticos estão enfrentando gravíssimas denúncias de corrupção. Os seus líderes também. Especialmente as maiores agremiações. Entretanto, embora a baixa credibilidade do presidente Michel Temer e as denúncias contra o PMDB, nenhum presidenciável prescindirá do apoio do emedebê. E também nenhum será eleito se não coligar com esse partido. O MDB ainda é o maior partido do Brasil e tem a maior quantidade de filiados... Essa história do MDB, embora escrachada como está, conduta comum também dos demais partidos, ainda exercerá grande influência às eleições deste ano. O PT também, ainda que Lula esteja sob guarda judicial.

Quem poderá ser contra essa acertada escolha de Temer por Meirelles? As supostas esquerdas que elegeram Lula e Dilma? jamais. Nunca poderão. Porque Meirelles foi presidente do Banco Central no governo petista de Lula. E este, insistira com Dilma, para indicar Meirelles o seu ministro da Fazenda. A ex-presidente nunca aceitou, embora pedido de Lula, responsável pela sua eleição e reeleição. Entretanto, Lula deve estar monologando e dizendo: “não me ouviu!...” Mántega deverá ser preso. Palocci já está preso e fará uma delação premiada para, todos dizem, derrubar a República. E desmontar o PT. Mántega e Palocci foram Ministros da Fazenda nos governos petistas.

            Bolsonaro está em 2º lugar, após Lula nas pesquisas, é um candidato de extrema direita populista. Deverá ter o mesmo destino de Jânio, Collor e Dilma se eleito. Pois, é do tipo arrebenta porteiras; não é de dialogar com o Congresso Nacional.

            Ciro Gomes, outro destrambelhado, e sem cor partidária. Tem o mesmo perfil de Collor de Melo. Lutou para extinguir a SUDENE. Juntamente com o ex-governador Tasso Jereissati. O Nordeste e Norte não poderão votar nesse energúmeno que extinguiu a SUDENE.

            Marina Silva entre o seu evangelismo e o nacionalismo florestal. Ela não comporta mais no Brasil potência, com as suas ideias revanchistas. Não convence aos empresários. Terá apoio e muito voto dos verdes, mas não avançará dessa posição reticente, de atraso econômico.

            O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tenta novamente ser presidente. É um eventual postulante das elites políticas e empresariais paulistas. Não representa o Brasil. É de centro-direita como Meirelles. Se escapar das mãos do Juiz Sérgio Moro, da Lava-Jato, empinará sua campanha. Terá grandes dificuldades no Nordeste e no Norte. Não é simpático a essas regiões. Tem vasta experiência político-administrativa. Foi 4 vezes governador de São Paulo.

            Os petistas deverão escolher Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, como eventual postulante; ou Jaques Wagner, ex-governador da Bahia. Tentará uma coligação com os outros partisdos da suposta esquerda. Mas pensam em apoiar o louco Ciro Gomes. Lula ainda exercerá grande influência nas eleições, porém, não decidirá.

Haverá 2º turno nas eleições de 2018.

A polarização presidencial se dará, possivelmente entre PSDB mais MDB juntos e o PT, com provável prevalência de emedebistas e petistas, embora o PSDB detenha o maior colégio eleitoral do Brasil, com Bruno Covas, prefeito de São Paulo.

Contudo, o MDB deverá ser o ungido nesse cenário. Os tucanos não apoiarão os petistas. Devem preferir Meirelles também de centro-direita como Alckmin. Por conseguinte, o ex-ministro da Fazenda de Temer e ex-presidente do Banco Central de Lula, Henrique Meirelles, candidato de centro-direita, apoiado por Temer, o PSDB e o MDB, deverá ser o eventual presidente da República. Outros partidos de direita deverão apoiá-lo, como o PP, PSD... no 2º turno. A decisão da escolha do candidato eleito na eleição presidencial deverá recair em um candidato de centro-direita. E jamais em Bolsonaro da extrema direita radical; embora ele tenha a preferência dos jovens. Hitler também recebeu apoiamento da juventude hitlerista e/ou fascista. Consagrou-se líder mundial. Mas também responsável pela 2ª Guerra Mundial e pela morte de milhões de pessoas.

            Ainda que dito nesse emaranhado e confuso, conturbado e difícil clima político e econômico em que o Brasil vive neste momento. Evidente que esse cenário poderá sofrer alterações até a eleição por conta das futuras coligações partidárias.

            O país, no entanto, necessita de um presidente não populista; refratário ao esquerdismo populista; ao patrimonialismo histórico; à direita populista e ortodoxa; ao sindicalismo estatizante e ao patronato ditatorial; solidário ao estado do bem estar social, contra o desemprego, concentração de renda e a favor de sua distribuição.  Presidente que cuide mais dos pobres. Sem medidas populares e discursos demagógicos. Que priorize efetivamente a educação, a distribuição de renda, para eliminar a pobreza.

 

 

Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, ex-consultor jurídico empresarial da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 103.400.200 acessos em 8 anos e seis meses, e-mail: magnopires_mp@yahoo.com.br.