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Em 23/12/2016 23:01:00

 CRISE ECONOMICA AMENIZA COM AÇÕES DO GOVERNO

 

            Ameniza a crise social, econômica e política do país, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), do presidente damara, ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RS), o impedimento parcial do Presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB – AL) e a posse definitiva do Presidente Michel Temer (PMDBSP) na Presidência da República. E a designação para o Ministério da Fazenda, de Henrique Meirelles, com vasta e consolidada experiência em gestão financeira no Brasil e no exterior, como presidente de banco estrangeiro e também com atuação do Brasil. Para o Banco Central, foi destacado Ilan Goldfajn, com doutorado, e grande experiência nacional; contudo, proveniente do Banco Itaú, onde exercia cargo de direção e assessoramento.

            A equipe econômica tem capacidade técnica e financeira, habituada a lidar com problemas econômicos e financeiros, tais como: taxa de juros, inflação, cambio flutuante ou não, recessão, depressão, crise econômica... ; portanto, entende de mobilização de metas e ações capazes para enfrentar, combater e solucionar crises econômicas e financeiras, em qualquer pais, por mais graves que se apresentem, como a do Brasil, neste momento.

            Evidentemente, que sem a solução da crise política institucional, ainda com insegurança jurídica, não será resolvida a crise econômica, mas já há sinais de recuperação, com a aprovação do limite de gastos, medida inédita no Brasil; conseqüentemente necessária, porque o comando político é fortemente instável; ressalta-se os esforços incansáveis do presidente Michel Temer, em reverter o quadro situação precária, para um eixo de serenidade, de apaziguamento, de harmonia e de franca recuperação.  Mas a resistência de setores sociais e políticos, com um saudosismo sem precedentes históricos, têm sido exitosa na obstacularização das ações em favor do país; utilizam forte e fantasticamente a rede social em desfavor  do governo, da área econômica e da sociedade.

            Os adversários do governo têm sido mais capazes e ágeis nas suas criticas. E, lamentavelmente,  o governo não consegue usar com eficiência a mídia para divulgação de sua gestão. Mesmo com a aprovação de ações e metas no rumo de uma resolução à crise brasileira.

            A crise econômica recessiva, já com sinais de uma depressão, está muito pior que a da década perdida (1981 -1991), com dez anos de existência, no entanto em recuperação; das conseqüências da depressão de 1929, crise das bolsas de valores no planeta; dos resultados da crise imobiliária  de 2008 nos Estados Unidos, dentre outras.

            A alta taxa de juros, em nossa avaliação, é o principal problema. Com esses cortes tímidos e claudicantes do Banco Central de 0,25%  não tirará o Brasil da recessão, trazendo mais indiferença, porque os agentes econômicos interpretam a decisão da autoridade monetária, como momento de profunda crise, esboroando e embotando a esperança e a confiança que a posse de Temer trouxera ao país, após o afastamento da ex-presidente  Dilma Rousseff.

            A persistência desse corte tímido na taxa não retirará o Brasil da crise, embora a recuperação já sentida. É preciso mais audácia e determinação. Talvez, também, mais coragem para enfrentar  este momento gravíssimo porque passa o Brasil.

 

Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, ex-consultor jurídico da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 81.010.209 acessos em 7 anos e 2 meses, e-mail: magnopires_mp@yahoo.com.br.