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Em 26/09/2017 14:41:21

Magno Pires

 

            Articula-se forte e firmemente uma oposição à reeleição do Governador Wellington Dias (PT). Antes, apenas o ex-Ministro de FHC e Presidente Nacional do Conselho do SESI, advogado João Henrique de Sousa (PMDB), deblaterava (ainda prossegue com os seus eventos de cidadania em todo o Estado) contra o situacionismo petista, para desbancá-lo do Poder Executivo. Entretanto, o Governador continua com altos índices de aceitação popular, com tendência de queda, e fale muito mais do que realise obras públicas essenciais ao bem estar da população. Wellington, se permanecer essa oposição sem vontade, sem fortes interesses, sem ganhar as ruas, desarticulada e aguada, sem identificar logo o provável candidato do grupo que se contraporá ao governismo, poderá ser reeleito pela 4ª vez. Para um Estado pobre e miserável, onde de cada 12 piauienses, seis são analfabetos, mesmo índice do Nordeste. Somente o Piauí tem 600 mil analfabetos institucionais. Isso é um quadro sutil para políticos carreiristas. E como se desenvolver com esse cenário?

            O ex-Governador Wilson Martins (PSB), que fizera um bom governo, juntamente com os três deputados de sua agremiação, também fazem oposição e avançaram querendo o prefeito da capital, economista Firmino Filho (PSDB), candidato ao Palácio Karnak. Mas o tucanato tem uma história política ruim quando postula o cargo de governador. Wall Ferraz, Chico Gerardo e Sílvio Mendes perderam as eleições para governador. E parece que Firmino tem receio dessa tradição. Ela intimida, realmente, qualquer postulante. Firmino, creio eu, deixou se esvair pelo escaninho do passado e da soberba, a grande oportunidade de administrar o Piauí quando o ex-Governador Mão Santa o lançou em 2002; quando tinha 35% das intenções de voto. Os tempos, porém, são outros e a sociedade mudara muito quanto ao poder político...

            O ex-governador, ex-senador e ex-ministro Freitas Neto também se lançou como provável candidato ao governo estadual, contudo, dentro de um arco de apoios, entendimentos, articulações, coligações e conversações com lideranças, prefeitos e deputados. E jamais como uma aventura. Quer a formação de um bloco de opositores. É um excelente quadro. Terá que percorrer imediatamente todo o Piauí para expor e popularizar a sua candidatura. Tem vasta experiência. Organizou as contas públicas do Estado. O Piauí estará bem entregue sob a sua gestão. É um homem público correto e ilibado. Contudo precisa ser conhecido pelos jovens.

            O deputado Robert Rios (PDT) é o mais ferrenho oposicionista do Estado. O seu partido, entretanto, está aliado ao governo com cargos no Poder Executivo. Essa condição dificulta o oposicionismo de Robert. Mesmo, com a sua conduta explosiva, peristáltica, é um bom candidato a Vice. A sua liderança expande-se por todo o estado.

            O deputado estadual e médico dr. Pessoa também se lançou como eventual candidato ao governo. Mas o seu partido, o PSD, não quer nem ouvir falar nessa possibilidade. O deputado federal Júlio César está postulando a Senatória e/ou a Vice-governadoria. Assim, dr. Pessoa, poderá deixar a sua atual agremiação. Dr. Pessoa será o Mão Santa de 1994. Homem simples. Fala o linguajar do povo. Não subestime esse médico. Ele tem muito voto, inclusive em Teresina.

            O ex-Senador, ex-deputado federal e prestigioso empresário, João Vicente Claudino, sem partido, está entre ser eventual postulante ao Governo Estadual e disputar também a Vice-governadoria de Wellington Dias –  o cargo mais cobiçado às eleições de 2018. Empresário sem oposição ao governo estadual, não será fácil para o grupo do “seu João”, pai de João Vicente, mesmo sendo o maior conglomerado empresarial do Piauí.

            O ex-tucano e agora filiado ao PP, médico Sílvio Mendes, também é cotado como possível postulante ao Poder Executivo. Agora no PP do Senador Ciro Nogueira, tendo migrado para esse partido por orientação de Firmino (PSDB), terá também o embasamento político do prefeito da capital. Parece que os pepistas apostam numa dissidência à coligação governista. Mas, consumada esta, sucumbirá à reeleição do governo Wellington.

            O cargo mais cobiçado às eleições de 2018 é o de Vice-governador. Todos os partidos entendem que a reeleição do Governador está assegurada. PMDB, PP, PSD, PSDB e PDT, todos aliados ao PT, brigam pela vaga. O PDMB quer o deputado Themístocles Filho como Vice. E se não for assim, o partido rompe. E assim os demais. O Governador intervirá, com certeza, para solucionar esse impasse.

            O quadro sucessório da oposição está montado com esse perfil. Articula-se, efetivamente, e se forma realmente uma oposição ao Governador. E João Henrique, Robert Rios, Wilson Martins, ex-governador Zé Filho (ex-Governador),e sem partido, Freitas Neto, João Vicente, Mão Santa, Dr. Pessoa, Elmano Ferrer são os maiores líderes da oposição. Enquanto isso, o Senador Ciro e o seu conglomerado político é o único grupo capaz de liderar uma dissidência a Wellington, ir para a oposição, e derrotar a reeleição. E se Ciro e/ou PP sair, os demais partidos e líderes acompanharão. O senador pepista é o mais influente e prestigiado político do Estado em Brasília. O Chefe do Executivo do Piauí está submetido ao seu poder.

 

 

Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, ex-consultor jurídico da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 91.940.200 acessos em 8 anos, e-mail: magnopires_mp@yahoo.com.br.