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Em 11/09/2018 08:30:22

MARINA, ALCKMIN E BOLSONARO À FRENTE NA SUCESSÃO PRESIDENCIÁVEL

Magno Pires

Exclusivamente o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o centrão, poderá contrapor-se ao outsider Bolsonaro da extrema direita autoritária.

O PT, PDT, PCdoB e demais partidos da suposta esquerda, não reunirão condições político-partidárias para enfrentar Alckmin e Bolsonaro, exceto num eventual 2º turno. Alckmin agregou o conservadorismo partidário brasileiro.

Mas falta o MDB, que parece estar na expectativa, mover-se efetivamente. Pois, perdeu sua parceria com o PSDB, indicando o Vice, dos tucanos e demais coligados.

As supostas esquerdas, inclusive o líder ex-presidente Lula, aguardam, em vão, o resultado e/ou decisão quanto aos recursos judiciais para soltura do ex-presidente. Fato jurídico improvável. O próprio PT, internamente, divergiu quanto à indicação do candidato presidencial. A presidente do partido, a estrambelica, Senadora Gleice –, quer Hadadd, excluindo o ex-governador da Bahia, Jacques Wagner, com maior popularidade e visibilidade, além de  conciliador e negociador; e muito mais palatável.

E, enquanto o petismo não decide o seu candidato à presidência, a direita moderada de Alckmin e a extrema direita autoritária e populista de Bolsonaro, avançam nos espaços políticos tentando consolidar as suas candidaturas, que ganham apoio da sociedade, de empresários e de instituições.

O tucano e Bolsonaro, embora ainda o grande poder do ex-presidente Lula e do PT, poderão fortalecer a polarização das eleições de 2018.

As supostas esquerdas serão a 3ª força política neste evento eleitoral. Entretanto, tudo ainda dependerá para onde o MDB, com o presidente Michel Temer, embora a sua baixa avaliação política e administrativa, seguirão e/ou que rumo tomarão; ainda que com Meireles na rua, que não cresce.

O MDB é o maior partido do Brasil, com maior número de senadores e prefeitos, além da segunda maior agremiação na Câmara em quantidade de deputados. E, ainda, ostenta o maior número de filiados entre todos os partidos. Ainda que a descrença do eleitorado e da sociedade nos políticos e nos partidos, esta sociedade jamais deixará de comparecer às urnas, embora com alto índice de abstenção e votos em branco.

Neste cenário do momento, o centrão com Alckmin, poderá transformar-se no mais forte presidenciável, porque a tendência é de crescimento por conta do número de partidos que somou em torno de sua candidatura. Os tucanos crescerão com os seus aliados: DEM, PTB, Progressistas, PPS, Solidariedade, PR... Foi o primeiro a montar uma fortíssima aliança num país conturbado, confuso e com uma crise política e econômica; esta a mais grave da história do País e com tendência de agravamento. E forte corrupção. Falta, porém, o MDB, com o seu candidato ecom o presidente Temer moverem-se-repito.

O Brasil é um país difícil de governar. É grande, diverso e desigual. Além das corporações sindicais e patronais (17.200), das desigualdades e da brutal concentração de renda, com um Congresso Nacional fortemente corporativista, patrimonialista e pouco preocupado com os problemas nacionais.

O ex-governador Ciro Gomes (PDT) deverá ser eliminado da sucessão. Devido ao seu estilo quebra e arrebenta, além de inabordável. Tem as mesmas características de Collor de Melo e Jânio Quadros. Terá grandes dificuldades de dialogar com o Congresso Nacional. Não tem equilíbrio. Tampouco serenidade. Condutas essenciais ao exercício da Presidência. É carta fora do baralho. Não chegará ao 2º turno. Além das denúncias publicadas na revista Veja desta semana.

A presidencial Marina Silva (Rede), depois de pedir ao eleitorado para “enterrar” o MDB, PSDB e PT, em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja (setembro), perdeu as condições de diálogo com os maiores partidos do Brasil. Não terá condições de governabilidade tampouco de campanha eleitoral. Como manter sua candidatura? Faltam-lhe equilíbrio e serenidade.

Por conseguinte, o cenário pré-eleitoral às eleições presidenciáveis de 2018, com os postulantes Alckmin, Bolsonaro, Ciro Gomes, Marina Silva e o candidato do PT, deverão galvanizar as atenções do eleitorado nacional, com forte tendência, neste momento de crescimento; embora faltando o eventual candidato do PT e o do MDB se mover, positivamente, indicando o seu rumo, porque, os candidatos acima, serão os agentes do evento, com destaque para Alckmin, Marina e Bolsonaro, com preponderância deste, com forte probabilidade de Alckmin e Bolsonaro vencerem o pleito, por conta das fortes alianças já firmadas e com agremiações partidárias também fortes.

Alckmin, de todos, é o único que revela serenidade, equilíbrio, ponderação e grande capacidade de conversação, conciliação e diálogo, mas com baixo índice nas pesquisas. Não tem jeito, o tucano Alckmin, com sua centro-direita e o seu liberalismo econômico, embora o ex-presidente FHC conteste, poderá governar o Brasil..., porém, terá que competir com Bolsonaro e as supostas esquerdas.

Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, ex-consultor jurídico da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 107.220.245 acessos em 8 anos e 11 meses, e-mail: magnopires_mp@yahoo.com.br.