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Em 31/07/2015 08:35:00

 O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quinta-feira (30), o portal da Base Nacional Comum (BNC), plataforma por meio da qual a pasta receberá propostas de professores e organizações no intuito de estabelecer o que os alunos brasileiros devem aprender até o Ensino Médio. “Este é um momento histórico para o País”, comemorou o secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa.

A partir de 15 de setembro, o site vai poder ser abastecido com sugestões preliminares. A expectativa é de que a BNC seja apresentada pelo ministro, Renato Janine, ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em março de 2016.

Durante discurso, Janine enfatizou a importância, tanto para alunos quanto para professores, de se conceder uma base comum à educação básica brasileira.  

"Sem a base comum, é difícil rever a formação de professores, quer iniciada, quer continuada", explicou. "Como nós vamos formar professores (...) sem estar definido o que eles devem ensinar?", questionou o ministro da Educação.

Janine afirmou ainda que um mesmo alicerce curricular permitirá alterações no material didático utilizado atualmente nas escolas. O ministro lembrou que a sociedade tornou-se "intensamente digitalizada". 

"Da mesma forma, sem a base comum, é muito difícil, para não dizer impossível, pensar em um material didático que devemos gerar", argumenta. "Ele tem que contemplar as escolhas que aqui e fora daqui serão feitas pelos especialistas e por todos que participarem na sociedade (...)", conclui Janine. 

Avanço estruturado

"É uma estrutura que vai nos permitir avançar muito", definiu Costa. Na avaliação do secretário executivo do MEC, a BNC constitui mais um passo definitivo no fortalecimento da educação no País. "A Base não é uma imposição, é um direito", acrescentou.

O secretário fez referência a uma sondagem revelando o afã da maioria dos educadores pelo estabelecimento da BNC. "De todos os argumentos (...), o que mais me impressionou foi quando eu vi uma pesquisa (...) que mostrou que os professores querem a Base Nacional Comum", disse. "É isso: aqueles que estão fazendo educação, que conhecem o dia a dia, querem, desejam, precisam que os diálogos fiquem facilitados."    

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Educação.