Você está em » Política
Em 20/07/2017 15:49:13

Magno Pires

 

Por último, o dr. Pessoa, deputado e médico humanista, filiado ao PSD do deputado federal Júlio César da base situacionista do Governador. Teve uma enormidade de votos como candidato a prefeito de Teresina. Balançou as bases políticas fortalecidas do prefeito tucano Firmino. Ameaça deixar o PSD. Não lhe faltam convites para filiar-se o outro partido... Não apoia a reeleição do Governador. Quer ser eventual postulante ao Poder Executivo estadual. Tem o perfil do ex-governador Mão Santa. Como provável vice-governador somará muito a qualquer chapa majoritária pela quantidade de votos obtidos no pleito em Teresina em 2014.

            A sucessão de 2018, portanto, começa a drenar e balançar à oposição. O núcleo e/ou bloco de adversários fortalece-se. Agiganta-se, gradativamente, aos poucos. A fortíssima oposição do deputado Robert Rios – o mais veemente opositor ao petismo –, as caravanas de Wilson Martins, agora com o ex-governador Freitas Neto, e as do ex-deputado João Henrique e presidente  do Conselho Nacional do SESI seguido pelo ex-goverandor Zé Filho; o hibridismo de oposição e governismo de Firmino Filho; as divergências políticas constantes do senador Ciro com o Palácio Karnak, além das críticas contumazes do prefeito de Parnaíba, Mão Santa, dentre outros posionamentos anti-petistas, robustecem o quadro desfavorável à reeleição do governador.

            Formam o bloco oposicionista: 8 deputados estaduais, 3 deputados federais, um senador, 4 ex-governadores, além de líderes como o empresário João Claudino e o filho, ex-senador e ex-deputado federal, João Vicente, ex-ministro João Henrique, ex-prefeito Sílvio Mendes, assim como Lucy Silveira. O prefeito Firmino (PSDB) apoia Ciro, portanto, indiretamente está com o petismo. E o dr. Pessoa (PSD) navega numa indecisão, com o PMDB. 21 líderes políticos com e sem mandatos não apoiam a reeleição do Governador.

            Quanto ao governismo: 33 agentes políticos, com destaque eleitoral e mandatos eletivos, incluindo-se o Governador, a Vice, 2 senadores (Ciro e Regina), 7 deputados federais e 22 estaduais, inclusive o Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themíscles Filho (MDB).

            A maior cidade do Estado, Parnaíba, é administrada por um adversário ao Governador, o prefeito Mão Santa. E Picos, a 2ª maior, gerida pelo PT, padre Valmir. Piripiri é administrada pelo PMDB. E Oeiras pelo PSB, mas está com o governador. Outro petista administra o município de Campo Maior.

            E Teresina, maior colégio eleitoral, o tucano Firmino é a liderança ímpar com vasto apoio popular, apenas na capital. Poderá disputar o 4ª mandato. Os tucanos continuam imbatíveis na Cidade Verde

            Wellington Dias pelo governismo e Mão Santa pelo oposicionismo lideram o voto popular no Piauí. Nenhum outro político piauiense detém essa característica política. No passado, os ex-governadores e ex-senadores Chagas e Alberto Silva, respectivamente, disputavam esses votos com feição eminentemente de mossa popular eleitoral.

            O ex-governador Mão Santa (Pros), então PMDB, de 1995, para o presente da política piauiense, foi o único Chefe do Executivo piauiense que não se coligou e/ou juntou-se com as oligarquias na gestão governamental. Por isso, foi cassado.

            Os ex-governadores Wilson Martins, Wellington Dias e Zé Filho receberam o embasamento político das alas conservadores da política do Estado para administrar a coisa pública.

            O Governador Wellington Dias, embora do PT e da suposta esquerda sindical, aliou-se ao ex-integrante do PFL, deputado Leal Jr., inclusive na CPI do PDV; e, posteriormente, no governo estadual.

            O ex-governador Mão Santa, exclusivamente, após ser cassado pelos conservadores, aproximara-se do ex-governador Hugo Napoleão e do ex-senador Heráclito Fortes, responsáveis por sua cassação.

            As oposições, consequentemente, precisam escolher o possível contraponto do governista Wellington. Devem expor o provável oposicionista. Necessitam mostrá-lo à sociedade e ao eleitorado. Pois, sem um candidato na rua, o governador fortalece a sua reeleição constantemente. As próprias elites políticas de oposição, falam que os nomes mais comentados e politicáveis, para enfrentar o governador, são os de Firmino e João Vicente. O certo, entretanto, é que os opositores à reeleição do governador, devem lançar o seu candidato ao governo e deixar de ficar apenas enaltecendo a forte liderança do petista. E/ou apenas criticando a sua gestão.

Evidente que o ex-ministro João Henrique e o deputado Robert Rios fazem a maior oposição. E por que não se juntam sendo um candidato a governador e o outro a vice, com o apoio dos demais, para enfrentar a reeleição do governador? Porque as oposições estão desarticuladas e cada um quer ser governador.

            O PMDB, nesta semana, deu um severo ultimatum ao governador; reafirmando que o partido só ficará na base coligada governista se o vice for o deputado Themístocles (PMDB). E como ficarão Margarete, Luci Silveira e o PSD, de deputado Júlio César, que também quer a vice. Haverá dissidência, embora a habilidade política de Wellington. Pode aguardar.

           

Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, ex-consultor jurídico da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 89.120.212            acessos em 7 anos e 9 meses, e-mail: magnopires_mp@yahoo.com.br.