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Em 24/12/2015 18:30:00

 Maior programa de transferência de renda condicionada do mundo, o Bolsa Família mantém 36 milhões de brasileiros fora da extrema pobreza. O benefício, pago todos os meses às quase 14 milhões de famílias cadastradas, é pequeno: R$ 167, em média. Ninguém fica rico com o Bolsa Família, ninguém para de trabalhar, mas todos ganham muito – e não apenas os beneficiários diretos.  

Graças ao reforço na renda dos mais pobres, às oportunidades de inclusão produtiva – via cursos de qualificação profissional e apoio ao empreendedorismo – e às próprias condicionalidades do Programa, entre as quais a exigência de manter as crianças na escola, com vacinação em dia e acompanhamento médico regular, o Brasil comemora a queda da mortalidade, da desnutrição crônica e do déficit de peso de suas crianças. Os estudantes agora passam mais tempo em sala de aula, melhoram o rendimento escolar e seguem os passos de Dorival rumo à universidade. 

O Bolsa Família faz girar a roda da economia. Com dinheiro – ainda que pouco – no bolso, milhões de brasileiros antes excluídos do mercado de consumo vão às compras. Movimentam comércio e indústria, geram  emprego e renda. Na ponta do lápis, pelos cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cada R$ 1,00 investido no Programa estimula um crescimento de R$ 1,78 na atividade econômica. Ao custo de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em apenas 12 anos, o Brasil venceu uma guerra de séculos. Com o Bolsa Família, aliado à geração de 21 milhões de empregos, ao aumento real de 71,5% do salário mínimo, à produção recorde de alimentos e à merenda escolar distribuída diariamente a 43 milhões de crianças e jovens, o País saiu pela primeira vez do Mapa Mundial da Fome, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Melhor ainda: o aumento de renda entre os pobres foi acompanhado por uma melhor condição de vida, que inclui maior escolaridade e acesso a bens e serviços – como energia elétrica, abastecimento de água e saneamento. Com isso, a pobreza multidimensional (que leva em conta as diversas dimensões da pobreza) caiu nada menos que 88%: de 8,2% da população, em 2002, para 1%, em 2014. 

E a luta continua. O desafio agora é chegar às pessoas que continuam em situação de extrema pobreza, seja no interior mais remoto do País ou nas grandes cidades, e levar o Estado a quem ainda não tem acesso aos serviços públicos e vive fora de qualquer rede de proteção social. Nos últimos quatro anos, a estratégia de Busca Ativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) localizou 1,4 milhão de famílias com esse perfil. Brasileiros que antes tinham quase nada e agora têm o Bolsa Família – e, com ele, as oportunidades que virão.

Fonte: Portal Brasil e Ministério do Desenvolvimento Social