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Em 26/09/2018 07:58:23

SUCESSÃO ESTADUAL PETISTA DE 2022 MONTADA EM 2018

Magno Pires

            Aos poucos que me leem. Ou “aos alguns” que me dão o prazer de ler os artigos e/ou crônicas que escrevo para os jornais Diário do Povo, O Dia e o Meio Norte; notadamente para o Diário do Povo.

            Todos haverão de estranhar porque já estou tratando da sucessão majoritária de 2022. Posto qu, nem sequer o evento eleitoral de 2018, foi concluído, com a declaração do Governador eleito que dirigirá o estado do Piauí de 2018 a 2022.

            Os ânimos dos concorrentes às eleições de 2018 estão emocionalizados, mas também ansiosos. Especialmente quanto aos cargos eletivos de Governador e Senador. A Chefia do Executivo do Piauí está sendo postulada por oito concorrentes. Enquanto para Senador são 16. É uma coisa inédita na política partidária piauiense. Essa enorme quantidade de candidatos está agitando o mundo político e os concorrentes, bem como o planetário empresarial, econômico e cultural...

            E por que trato com tanta antecedência da sucessão majoritária para Governador em 2022? Simplesmente porque a articulação para aquela eleição já está montada ( e aceitada) em 2018, após a escolha da Senadora Regina Souza (PT) para Vice-governadora, em substituição à jurista e professora Margarete Coelho (Progressistas), com inviabilização, pelo Governador Wellington Dias (PT), da pretensão do deputado estadual Themístocles Sampaio, presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, que ameaçou uma dissidência, porém, retornou à paternidade partidária do governismo petista. Embora haja flertado com dr. Pessoa.

            A chapa majoritária para 2022 já está acertada. Por conseguinte, o senador Ciro Nogueira (Progressistas) que pretende disputar o Governo do Estado (ou alguém do seu partido) sabe, antecipadamente, ainda neste 2018, que a hegenomia do petismo está formatada para ser executada em 2022, com a senadora Regina Souza, possivelmente, disputando o Governo Estadual, e o Governador Wellington Dias novamente  a senadoria; e ambos com fortíssimas chances de vitória porque controlarão, em 2022,  a gestão estadual. E os opositores continuarão fracos como agora.

            O Instituto Amostragem e as suas pesquisas eleitorais sempre dão vitória para o Governador Wellington Dias logo no primeiro turno. Ele ainda é o favorito no pleito. Entretanto, as oposições, sempre fracas, e sem criarem um fato relevante, avançam com alguma possibilidade de acontecer um segundo turno, com o dr. Pessoa sendo o ungido; embora parecendo difícil para muitos que acham o esquema governista muito forte. E invencível, todavia isso é muito relativo.

            Contudo, se realmente reeleito o Governador em 2018, dificilmente a senadora Regina Souza não será a Governadora para cumprir mandato de 2022 a 2026. Porque no cenário atual dos líderes políticos piauienses não há nenhum com a coragem de liderar um movimento oposicionista político-partidário capaz de enfrentar o governismo petista, nem sequer o próprio senador Ciro Nogueira e/ou Wilson Martins que se acomodarão diante da realidade.

            Portanto, os petistas, se realmente reeleito Wellington, poderão completar um período longérrimo de cinco mandatos, consequentemente vinte anos, na gestão pública estadual. No entanto, sem grandes feitos o apresentarem. Gestões pouco produtivas.

            E o Governador Wellington reafirmará a sua liderança ímpar no Estado, com um registro histó5rico político-partidário alcançado por nenhum líder piauiense. Suplantando, por conseguinte, os líderes Petrônio Portella e Chagas Rodrigues, Alberto Silva e Mão Santa. Nenhum se iguala à sua marca política.

            A hegenomia do PT consolidará o poder petista incontestável e inigualável de Wellington, E sua liderança estará efetivamente consagrada. É inédita. Mas esta trajetória ficará condicionada ao resultado da sucessão presidencial com Bolsonaro (PSL) e/ou Haddad (PPT) no 2º turno. Haverá um embate polarizado entre as supostas esquerdas radicais e moderadas e a direita também moderada e extremista, cujo vitorioso terá grandes dificuldades de governar o Brasil. Não devendo avençar muito, além da gestão Temer (PMDB). Podendo ser até pior. Pois, o vitorioso terá que ter  a habilidade e o diálogo do atual Presidente com um Congresso Nacional patrimonialista, clientelista, conservador e radicalmente corporativista.

 

Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, ex-consultor jurídico da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 108.200.218 acessos em 9 anos, e-mail: magnopires_mp@yahoo.com.br.