Literatura

O FOQUINHA 32 – “Alô, alô, alô, papai!…

O FOQUINHA 32 – “Alô, alô, alô, papai!…

Há 45 anos, quando me iniciei no jornalismo, na redação do jornal O Dia, passei um breve período como revisor dos textos das agências de notícias e fui para a reportagem de Cidade.

Fazíamos nosso trabalho pelo telefone e também através do carro de reportagem, que era um fusquinha bege.

Claro que, aos 18 anos, eu adorava desfilar pelas ruas de Teresina dentro do fusca, exibindo para ninguém minha importância de foca, espremido no banco traseiro do carro, que tinha o emblema do jornal desenhado na porta.

O momento maior mesmo do repórter de Cidade era acompanhar, em janeiro, a divulgação do resultado do vestibular da UFPI, no Campus da Ininga, e correr para a redação com a lista dos aprovados para ser impressa em edição extra.

As vagas eram muito disputadas. Em Teresina, só havia a UFPI, e ainda com poucos cursos. Os aprovados eram classificados para o primeiro e o segundo períodos.

Em todo lugar, a “Marcha do vestibular”, do Pinduca, tocando a todo volume: “Alô, alô, alô, papai! / Alô mamãe! / Põe a vitrola pra tocar. / Podem soltar foguetes. / Que eu passei no vestibular…”

Fonte: https://zozimotavares.com/site/2026/03/29/o-foquinha-32-alo-alo-alo-papai/