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>Wilson e Sílvio Mendes

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"     Insisto e reafirmo, mesmo contrariando a maioria, que o vice-governador Wilson Martins assumirá a Chefia do Executivo piauiense com a factível desincompatibilização do governador Wellington Dias para disputar o cargo de Senador da República. Embora alguns petistas radicais e inconsequentes persistam na tese louca de que o governador deve permanecer para apoiar a pré-candidatura do deputado federal Antônio José Medeiros, após a renúncia do ex-secretário de fazenda, Antônio Neto. Como o governador sairá e deverá ter o apoio de Wilson, já como governador, aos petistas só restará uma saída: apoiar Wilson Martins, para assegurar o mandato de Wellington, sob pena de o governador Wellington perder a eleição para o Senado por falta de respaldo à candidatura de Wilson, com os petistas insistindo na pré-candidatura de Medeiros. A era petista está no fim, assim como foram encerrados os períodos administrativos do PSDB, com FHC, e do PMDB, com o senador Mão Santa. É a história. O povo, embora votando ainda sob a antecipação de pagamento (ou dinheiro), mesmo assim, gosta de mudar. Ou receber dinheiro para mudar.
     Porém, também contrariando deputados, prefeitos, vereadores e lideranças esta mudança não se dará sob a liderança de Sílvio Mendes, mas de Wilson Martins, que será o líder absoluto do processo sucessório de 2010, por conta de sua saudável, confortável, inédita e privilegiada condição como chefe do Executivo e o maior líder do Estado. Não vale citar a situação de Hugo Napoleão, que perdera para Wellington, após a usurpação do poder de Mão Santa. Problema atípico, com forte emoção, com cassação do ex-governador Moraes Souza.
     Se aspectos e conotações filosóficos e ideológicos tivessem alguma influência nas eleições proporcionais e majoritárias no Piauí, o norte da eleição seria outro; entretanto, as eleições são organizadas e decididas com preponderantes doses de interesses familiares, individuais, financeiros e patrimoniais e a condição de ser candidato a governador, num processo de reeleição, privilegia Wilson, coadjuvado com as características acima nominadas. Raríssimos os que querem contrariar interesses do governador. Justamente porque pretendem resguardar os seus e "combinar" com o governador o quanto melhor para ambos.
     Não acredito na saída de Silvio. O PSDB é uma agremiação corporativista. Deixar de ter um prefeito da capital, onde domina há vinte anos, soa contra sua doutrina. Contudo, ao desincompatibilizar-se, e havendo 2º turno, deverá apoiar Wilson. Justamente por conta do PSDB nacional, que não coliga com o PT. E o vereador Firmino já disse que poderá ser o candidato dos tucanos, forte sinal de que há dúvida quanto a pré-candidatura de Sílvio. Só creio na candidatura de Sílvio quando Elmano Ferrer assumir a prefeitura de Teresina.