Literatura

Leitor: a cadeira invisível da Academia

Leitor: a cadeira invisível da Academia

A Academia Piauiense de Letras celebra, em 7 de janeiro, o Dia do Leitor, a presença mais constante, embora não empossada em ata. É o leitor quem ocupa a cadeira que sustenta todas as outras.

A data remonta ao lançamento do jornal O Primeiro de Janeiro (1835), marco inaugural da imprensa e símbolo do hábito de ler no Brasil. A APL, fundada em 1917, reconhece no leitor a razão de sua permanência histórica e a destinação mais elevada de seu acervo.

A leitura é entendida pela Casa como ato de pertencimento cultural. Cada página cumpre seu destino quando encontra olhos atentos. O gesto de ler inaugura mundos. Preserva legados.

Ainda que o livro físico permaneça como símbolo material do tempo, a leitura também se deslocou para as telas. Celulares, tablets e computadores converteram-se em bibliotecas portáteis. O encontro com a palavra tornou-se imediato. O papel guarda o tempo. A tela acelera o encontro. Em ambos, a leitura cumpre a mesma missão: formar, aproximar e perpetuar a palavra.

A presidente da APL, Fides Angélica Ommati, destacou o valor do leitor na missão institucional da Academia:

O leitor é o nosso maior patrimônio humano. Ele nos legitima, nos atravessa e nos continua. Celebrar a leitura é celebrar a própria permanência da Academia.”

E reforçou a essência do hábito de ler como legado vivo:

“O livro pode mudar de forma, mas nunca de destino. O que importa é o gesto de ler, que nos eleva, nos reúne e nos projeta. É para quem lê que a APL existe.”

Por: Vanize Lemos

Fonte: https://www.academiapiauiensedeletras.org.br/leitor-a-cadeira-invisivel-da-academia/