Direito

Pesquisa sobre a situação da mulher II

A mulher sempre foi vitima do bestial poder autoritário do homem. Esta dependência é histórica, mas sem sentido. E poucas se insurgem (e se insurgiram) contra. Manteve-se submissa, coagida na maioria, mais por uma questão econômico-financeira. Justamente porque a sociedade, o estado e os meios de produção a entediam menos produtivo. Embora a questão afetiva tenha contado muito nessa relação homem e mulher. Entretanto, ambos possuem o mesmo desejo biológico. São, portanto, necessidades sexológicas iguais e equivalentes tanto no homem quanto na mulher. Por isso, essa condição de ter um companheiro, um parceiro, um esposo, não deveria ser tão proeminente porque biologicamente os dois necessitam dessa convivência amorosa/afetiva. Manter a seu lado um homem, inclusive com o desconcertante efeito social e também moral e ético, de companheiro, de ser amada, cativada, para mostrar à sociedade e às outras mulheres de que possui um parceiro.

Certamente é o mais instigante problema a ser solucionado pela mulher, o qual deve ser superado sem tanta exacerbação. Ou minimizado, com menos emoção, principalmente quando a diversidade sexual é uma realidade factível, impondo uma nova forma de ser da sociedade tradicional porque os casos de homossexualidade eram menos evidente, consequentemente em menor escala, no passado, avultando-se na sociedade atual. Descaracteriza-se, portanto, aquela áurea preexistente com a explicitação da realidade em todo o grupamento social.

A diversidade sexual sempre existiu nas sociedades. Eram desfaçados os casos existentes. Enrustidos, diga-se assim. O preconceito contra a sociedade gray era muito grande. E tratado como crime. E também tratado como uma doença mais modernamente. Ou desvio de conduta. O homossexualismo, entretanto, avança em todo o mundo, desmistificando o preconceito histórico. A sociedade moderna e atual enfrenta esse problema com uma postura mais aberta, mas ainda com grande preconceito, com forte tendência de ser removido. As sociedades e/ou países mais desenvolvidos aceitam naturalmente. Inclusive atualizando suas legislações; porém, os agrupamentos sociais mais pobres e atrasados ainda se debatem com inúmeras dificuldades para aceitar. Quanto mais pobreza, maior o preconceito. 

Aos homossexuais como às mulheres eram destinadas as tarefas caseiras. As suas “funções” tinham perfil para o lar. Para os homossexuais e as mulheres destinavam-se as prendas domesticas. Embora um trabalho relevante, cuidar da casa, dos filhos, era tido como tarefa inferior. Por isso, aos gay e às mulheres incumbiam-se em desempenhar essas tarefas: cuidar das crianças, da casa, das roupas...

A mulher, porém, avança no seu campo de ação, que é o mesmo do homem. O trabalho do homem e da mulher tem o mesmo sentido: produzir criando riqueza, emprego e renda. Não deve haver distinção. Ambos devem ter a mesma valoração econômica com igualdade de direito, salário e renda. Entretanto, cabe à mulher, impor-se mais nesse novo ambiente laboral, com igualdade de cargos e funções, sem preconceitos. Deslumbra-se, presentemente, uma nova visão da situação da mulher no agrupamento social, desmistificando os disfarces do passado e exigindo da mulher nova postura na ação em defesa de sua condição.

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Magno Pires é ex-Secretário de Administração do Estado do Piauí e Membro da Academia Piauiense de Letras – APL.

 

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