Política

ANÁLISE ANTECIPADA DA SUCESSÃO DE 2022 – (I)

ANÁLISE ANTECIPADA DA SUCESSÃO DE 2022 – (I)

ANÁLISE ANTECIPADA DA SUCESSÃO DE 2022 – (I)

 

Magno Pires

 

            As oposições piauienses continuam fracas e sem nenhum entusiasmo e vontade de contrapor-se ao governismo oligárquico petista liderado pelo governador Wellington Dias (PT). Os oposicionistas não têm um candidato viável e competitivo para enfrentar o petismo em 2022. Os eventuais pretendentes, adversários de Wellington Dias, não têm poder político e nem sequer liderança para combater a forte popularidade do Governador e do seu grupo político. Foram encostados e recostados às paredes oposicionistas pelo poder político fantástico do Chefe do Poder Executivo estadual. As oposições estão emparedadas, enjauladas. E sem fôlego para enfrentar Wellington.

            Essas oposições estão tão frágeis que os governistas, sob a liderança do Governador, montaram a chapa governista para o quadriênio 22/26, com a ex-Senadora e atual Vice-governadora Regina Souza, como eventual candidata a governadora pelo situacionismo. E ninguém deblaterou. Todos os situacionistas e governistas aceitaram a imposição de Wellington. Os petistas-governistas da ala mais radical do PT, encabeçada, primordialmente, pelo deputado federal Assis Carvalho também se submeteram à condição imposta.

            O governador Wellington Dias não radicalizou na eleição e nem sequer na administração estadual; Pois nomeou conservadores da direita radical para cargos na sua gestão. Diferentemente do ex-governador Mão Santa que não aceitou pefelistas na sua gestão. Wellington manteve diálogo político amigável com a suposta direita do Piauí, Mão Santa ficou equidistante desses ex-pefelistas que lhe foram hostis e adversários inconsequentes. Até cassaram o seu mandato.

O governador Wellington com a indicação da ex-Senadora Regina Souza (PT) á condição de Vice para a legislatura 2018/2022 montou o cenário eleitoral para esse período; independentemente dos fortes coligados e/ou aliados Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro (MDB) ambos Senadores da Base de apoio de governador.

O Senador Ciro Nogueira sinaliza fortemente como pré-candidato à eleição majoritária de governador em 2022. Entretanto, terá que abrir uma dissidência na base montada e consolidada em 2018 com o grupo petista governista notadamente. Não será fácil ao Senador. Ele e o seu grupo político, especialmente a deputada Iracema Portella, sua esposa, não têm voto popular, embora com o apoio de mais da metade dos prefeitos do Estado filiado ao seu partido.

O atual deputado Átila Lira (PSB), candidato ao Governo do Piauí em 1994, também detinha o apoio da maioria dos prefeitos e deputados e foi derrotado pelo fenômeno eleitoral Mão Santa, numa eleição de 2º turno; dissidente de seu partido, liderado do ex-Senador e ex-Governador Lucídio Portella, Mão Santa filiou-se ao PMDB, conduzido pelo ex-deputado federal e ex-ministro João Henrique Sousa e elegeu-se Chefe do Executivo do Piauí.

Evidentemente que o cenário de hoje é diferente do de 1994 tanto para Ciro quanto para Wellington; o PT está em declínio. Lula está preso. Faltam, portanto, ao governador Wellington o poderoso PT de então, a liderança de Lula e o governo da presidente Dilma. Estão fragilizados.

No entanto, as oposições, com a eleição vitoriosa do presidente Bolsonaro, em parte, estão fortalecidas, mas desagregadas, desunidas, sem um poder político muito confiável. Não há uma forte solidariedade e apoio do PSL e do presidente Bolsonaro ao grupo político adversário de Wellington no Piauí. Embora possa a acontecer no futuro; porque o PSL não dará apoio ao PT. Mesmo assim, a situação das oposições, não é confortável. E, assim, Wellington permanece forte, inclusive com o apoio de 26 dos 30 deputados estaduais à Assembleia Legislativa.

Por conseguinte, o senador Ciro Nogueira poderá lançar-se ao Governo do Estado em 2022, dissidente do governismo, porém, sem grandes chances de vitória. Embora esteja analisando a eleição de 2022 com tanto tempo ainda pela frente.

 

 

Magno Pires é Membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário de Administração do Piauí, Advogado da União (aposentado), jornalista, administrador de empresas, ex-consultor jurídico da Companhia Antactica Paulista (Hoje AMBEV) 32 anos. Portal www.magnopires.com.br com 113.311.118 acessos em 9 anos e cinco meses. e-mail: [email protected]