Política

DESISTÊNCIA DE CIRO, FORTALECE CANDIDATO DO GOVERNADOR WELLINGTON DIAS (PT)

DESISTÊNCIA DE CIRO, FORTALECE CANDIDATO DO GOVERNADOR WELLINGTON DIAS (PT)

DESISTÊNCIA DE CIRO, FORTALECE CANDIDATO DO GOVERNADOR WELLINGTON DIAS (PT)

 

Magno Pires

 

               O Senador Ciro Nogueira (Progressistas) procura um candidato para substituí-lo na sua eventual candidatura ao Governo do Estado do Piauí, nas eleições majoritárias, para Chefe do Poder Executivo em 22.

              O Senador, desistindo de sua candidatura, fortalece, irremediavelmente, o candidato do Governador Wellington Dias (PT) à Chefia do Poder Executivo.

              O Senador Ciro era o único postulante viável das oposições capaz de enfrentar o petismo e o governismo de Wellington ainda forte no Estado. Com a saída de Ciro, o esquema do Governador empodera-se, consolida-se, e uma candidatura apresentada por Ciro, jamais terá, ou nunca terá, o mesmo vigor, o mesmo poder, o mesmo significado político e eleitoral de Ciro, para ganhar uma eleição majoritária, como seria, iniludivelmente, vitoriosa com Ciro Nogueira. Ciro, segundo as redes sociais, estaria com 70% de aceitação popular. Não transfere essa plenitude de adesão.

              Nesse cenário, com Ciro fora do embate, mas apresentando um nome para substituí-lo, o Secretário da Fazenda, Rafael Fonteles (PT) e o Senador Marcelo Castro (MDB), eventuais nomes escolhidos pelo Governador, poderão alçar ao Poder Executivo, derrotando o oposicionista apresentado pelo Senador progressistas.

              Especula-se, entretanto, que o Senador Marcelo Castro seria o Vice de Fonteles, apresentado pelo MDB; portanto, novamente o deputado estadual Themístocles Filho (MDB) será preterido em sua histórica pretensão de chegar ao Poder Executivo, embora como Vice, mas colocando os pés no degrau mais próximo da Chefia Majoritária do Executivo estadual.

              Contudo, nesse quadro acima, há um fator relevantíssimo a se considerar, fortemente às estratagemas das eleições majoritárias de 22: a eleição vitoriosa do populista, dr. Pessoa, à Prefeitura de Teresina, com o apoio primeiro e essencial de Themístocles Filho e de outros próceres do MDB, derrotando Firmino Filho e o Senador Ciro Nogueira; e recebendo o apoio do PT e do Governador Wellington Dias.

              Por conseguinte, à primeira vista, parece fácil a solução majoritária com Fonteles e Marcelo, apresentados pelo Governador Wellington. E, se, o dr. Pessoa, eventualmente  entender de ser candidato em 22, com o apoio de  Themístocles e o MBD dividido, como historicamente acontece?

              Ainda nessa cosmovisão e/ou reflexão política, o quadro eleitoral sucessório estará indefinido, arrastando as lideranças de oposição e situação para uma multidão de negociações, com sacrifício de eventuais postulantes e/ou cisão dos grupos, para apoiar candidaturas sob liderança de dr. Pessoa, de Wellington e Ciro, partindo para uma espécie de tudo ou nada. Ou, salve-se, quem puder.

              No entanto, com essa possivelmente definição, com o MDB dividido, consequentemente, o MDB na Prefeitura de Teresina; Wellington Dias (PT) e o PT, com Regina Souza (PT), na Vice-governadoria, alcançando a Governadoria; e o Senador Ciro Nogueira, com dezenas de prefeito; e o apoio do presidente Bolsonaro e mais Mão Santa, possivelmente com Ciro, o quadro sucessório de 22, com o Governador Wellington, candidato ao Senado, fica muito difícil dizer-se qual a ala política será vencedora.

              Ademais, o Governador Wellington Dias (PT), candidato ao Senado da República, deverá receber o apoio irrestrito do Senador Marcelo Castro à sua postulação, certamente como gratidão ao apoiamento à candidatura ao Senado em 2018. Mas, Marcelo, também deve deferências ao Senador Ciro, porém, ficará com Wellington Dias em qualquer circunstância.

              Rachadas essas negociações às eleições majoritárias de 22, encabeçadas por Wellington/Regina Souza,Dr. Pessoa e a consolidação do oposicionista Ciro, envolvendo o Governo do Piauí, a Prefeitura de Teresina (dr. Pessoa), e a Presidência da República, com Ciro, tudo isso materializado, o eventual eleitoril de 22, trará muitas defecções, articulações, traições, surpresas e muito dinheiro público nas transações negociais políticas, sendo muito difícil dizer-se quem será o grupo vitorioso com o seu postulante ao Poder Executivo. No entanto, ainda significativa a liderança de Wellington, embora com  o PT, muito desgastado e em queda; embora não seja igual à derrocada do ex-PFL. Pois, o PT, em qualquer circunstância eleitoral, ainda dispõe de sofrível base político-eleitoral.

Magno Pires é Membro da Academia Piauiense de Letras e o Vice-presidente, ex-Secretário da Administração do Piauí, Advogado da União (aposentado), jornalista, administrador de empresas, Portal www.magnopires.com.br, e-mail: [email protected]