Política

IMPEACHMENT DO PRESIDENTE BOLSONARO

IMPEACHMENT DO PRESIDENTE BOLSONARO

IMPEACHMENT DO PRESIDENTE BOLSONARO

 

Magno Pires

            Aqueles políticos, juristas e empresários que querem enveredar por esse caminho tortuoso e difícil do impeachment, a partir do 2º semestre, para destituir o presidente Bolsonaro da presidência da República, haverão de presenciar a atuação e revolta imediata das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – contra essa intervenção política-institucional indevida no Executivo Federal. E será um processo mais traumático que os dos presidentes Collor e Dilma; porque o atual presidente é ex-integrante das Forças Armadas.

            Ademais, nenhum civil, possivelmente, assumirá o lugar de Bolsonaro. As Forças Armadas assumirão o comando da Administração Federal; e, talvez, nem sequer o Vice-presidente, general Mourão, ficará no lugar do presidente renunciante e/ou que sofrer o impeachment, ainda que general. Os generais Comandantes das Forças Armadas e os generais Ministros já se reuniram, com o presidente Bolsonaro. Terá sido o prenúncio do que virá por aí?

            Os militares trabalham com muita paciência, avaliação, ponderação, moderação, serenidade e cautela. E sempre com foco no País, no Brasil. Trabalham por amor cívico e patriótico ao Brasil. Respeitam a integridade do território, do continente chamado Brasil, e as fronteiras nacionais. Não ultrapassam dos seus limites. Detestam intervenção territorial nos vizinhos. Amam o país e o defendem em qualquer circunstância; para isso, são preparados, treinados, capacitados e doutrinados filosoficamente. Respeitam a doutrina humanista cristã não intervencionista. Os estudos na Escola Superior de Guerra – ESG disciplinam os estudos dos militares neste sentido de forte e intenso respeito à nacionalidade.

            Diante desses preceitos acima de vida, de amor e civilidade, quanto aos bens subjetivos nacionais, incorporam à Guarnição uma doutrina puramente nacionalista, mas não ortodoxa xenófoba, de conversação e/ou diálogo com as demais nações do hemisfério ocidental e oriental.

            E se os civis pretendem postular o impeachment de Bolsonaro, para assumir a direção do Brasil, terão que dialogar e, certamente conciliar, primeiramente, com as Forças Armadas.

            Justamente porque se assim não o procederem e/ou fizerem, poderão ter uma resposta desigual em ação e proporcionalidade dificilmente desmontada pelo poder civil. Os militares deverão, entretanto, estar preparados para assumir o País, seu gerenciamento, com o apoio de civis, desde que estes aceitem as regras ditadas pelos militares já então no comando do Brasil e/ou em processo de execução.

            As Forças Armadas, como Guardiãs do Brasil, têm enorme conceito na sociedade. São muito bem avaliadas pela opinião pública; com um índice de aceitação de 76% (setenta e seis por cento); certamente a segunda e a terceira mais bem avaliada das instituições nacionais. Perdendo, por exemplo, apenas para a Igreja Católica.

            Os civis e os políticos, não alcançam esse índice. Os políticos têm uma péssima e baixa avaliação pelas pesquisas de opinião pública. Os políticos, notadamente, repita-se. Portanto, os partidos políticos não têm credibilidade e idoneidade para “peitar” e/ou enfrentar uma onda militarista de assunção do poder nacional.

            Permeiam um conceito e imagem muito ruins dos partidos e dos políticos na sociedade; que não defendem os interesses pátrios; preocupam-se apenas na defesa de seus desejos corporativistas e individuais.

            Por conseguinte, não estou aqui a defender, sob nenhum pretexto e/ou modalidade, uma invasão extemporânea de militares, com a desmobilização das estruturas brasileiras, em desrespeito ou em confronto à Constituição Federal, com o impeachment de Bolsonaro; porém, antevendo perspectivas sombrias com esse afastamento das autoridades do Poder Executivo e a intervenção do STF no Executivo, sem a respeitabilidade à teoria tridimensional do Direito, que preserva e delimita as atribuições de cada Poder, perante a Carta Magna do Brasil.

            A pretensão do impeachment do presidente, proposta por alguns deputados, senadores e juristas, que já contam 31 (trinta e um) requerimentos, com o apoio de membros efetivos das duas casas congressuais, ensejará uma imediata e fulminante ação intervencionista de militares; porque Bolsoanro é um dos integrantes e intérpretes das Forças Armadas. Detém, ainda 30% (trinta por cento) de apoio popular. E presidente eleito com 57 milhões de voto; derrotando as esquerdas, Lula e Dilma que apoiavam Haddad. E não tem prenúncio e nem sequer suspeita de corrupção no seu governo. Diferentemente das gestões de Collor e Dilma.

Magno Pires é Membro da Academia Piauiens de Letras e o Vice-presidente, ex-Secretário da Administração do Piauí, Advogado da União (aposentado), jornalista, administrador de empresas, Portal www.magnopires.com.br, e-mail: [email protected]