Política

PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIO, PATRIMONIALISTA, COMBATIDO PELO PRESIDENTE (II)

PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIO, PATRIMONIALISTA, COMBATIDO PELO PRESIDENTE (II)

PRESIDENCIALISMO DE COALIZAÇÃO POLÍTICO-PARTIDÁRIO, PATRIMONIALISTA, COMBATIDO PELO PRESIDENTE (II)

Magno Pires

Além de primar por querer mudar essa relação promíscua de partidos políticos e líderes políticos, com o Estado por conta desse presidencialismo de coalizão patrimonial, na sua gestão, nesse primeiro ano, não explodiu nenhum caso de corrupção, como nos governos anteriores de Lula e Dilma; inaugurou várias obras; baixou os juros para  patamares nunca vistas (4,5% taxa Selic); detonou a inflação alta histórica;  aprovou a reforma da Previdência com o apoio irrestrito do Senado e da Câmara; concluiu em 8 meses a Br. 163 que há 40 anos as obras estavam paralisadas; e instaurou, no País o respeito, a confiança, a credibilidade e a esperança. No seu governo instalou-se a estabilidade econômica, embora com a taxa de desemprego ainda alta e com dramas sociais vividos pelos milhões de pobres e miseráveis, também forte herança do passado, que passam fome.

E a democracia brasileira, ainda que contestada pelas supostas esquerdas, consolida-se no seu governo, embora com alguma instabilidade política provocada mais pelas relações inamistosas entre o presidente Bolsonaro, devido ao seu estilo inarmônico e explosivo, e as duas Casas congressuais, com presidentes também de pavios curtos e pouca experiência.

Entretanto, essas alterações entre Executivo e Legislativo, além do Judiciário, ainda compõem o velho regime do presidencialismo de coalizão que poucos querem extingui-lo e desgrudar-se de suas práticas que lhes são favoráveis historicamente.

Por fim, as supostas esquerdas, sob a liderança do condenado pela Justiça, ex-presidente Lula, apoiado por segmentos enormemente favorecidos pelas gestões Lula e Dilma, criticam o Presidente porque estariam apoiando a sua gestão 120 oficiais da ativa e da reserva; e falam de um governo militar e/ou militarizado, mas não deixa de ser democrático.

As forças Armadas, com o seu histórico democrático, não interferem nas ações do governo, embora esse contingente de 120 oficiais em atividade no governo, estejam vigilantes quanto às ações de supostos esquerdistas radicais.

Mas as instituições civis como Poder Judiciário, STF, STJ e Poderes Executivo e Legislativo funcionam regularmente e dentro de regras democráticas. E a imprensa está livre e falando o que quer, ainda que sempre contestada pelo presidente que procura desqualificar intolerantemente a imprensa e jornalistas.

Bom, essas supostas esquerdas esquecem, que nos governos de Lula e Dilma, as corporações sindicais davam as suas ordens e impunham os seus direitos a ponte de hoje no Brasil existirem 17 mil sindicatos entre os de operários e os patronais, com quase 13 mil sindicatos da classe operária.

E estávamos, portanto, a caminho de uma República Sindical, com desprestígio da democracia, embora esta funcionasse no governo de Lula e Dilma, porém, com iminência de ser superada pelos sindicatos, que se revelaram em número excessivo; por conseguinte, prejudicial a todos com direito ao imposto sindical, recolhido pelo governo, e repassado às corporações de sindicato, felizmente extinto no governo de Michel Temer com a aprovação da reforma Trabalhista,

 

Magno Pires é Membro da Academia Piauiense de Letras, ex-Secretário da Administração do Piauí, Advogado da União (aposentado), jornalista, administrador de empresas, Portal www.magnopires.com.br, e-mail: [email protected]