Política

WELLINGTON: A MAIOR LIDERANÇA POLÍTICA DO PIAUÍ

WELLINGTON: A MAIOR LIDERANÇA POLÍTICA DO PIAUÍ

WELLINGTON: A MAIOR LIDERANÇA POLÍTICA DO PIAUÍ

 

Magno Pires

           

            O atual Governador do Piauí, Wellington Dias (PT), foi o único político do Estado que conseguiu governar o Estado em quatro ocasiões. E sempre reeleito no primeiro turno. Exercera os mandatos em 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, completando um ciclo de dezesseis anos. Esta marca é sua. Nenhum outro político piauiense administrou o Estado quatro vezes. Além dessa marca indelével, e apenas sua, ainda foi Vereador de Teresina, Deputado estadual e federal e Senador da República. Jamais mudara de agremiação partidária. Sempre filiado ao Partido dos Trabalhadores.

            Agora, em 22, lidera a política do Piauí. Mantém uma composição de vários partidos e controla, sob a sua liderança, as articulações às eleições do próximo ano. Será candidato ao Senado da República, com eleição garantida, e quer eleger para o período de 22 a 26, o aliado Marcelo Castro, atual Senador da República (MDB), e/ou o petista Rafael Fonteles, o seu Secretário da Fazenda.

            É evidente que pretende deixar no cargo de Governador um petista, como Rafael Fonteles, certamente para dar continuidade ao ideário da ideologia e filosofia petista, o que poderá não se registrar se o Senador Marcelo Castro for ungido ao evento eleitoral de 22.

            O Governador Wellington Dias consagrou-se e sagrou-se líder maior do Piauí adotando, em toda a sua longerra vida partidária, as ações e metas, além da doutrina do PT, e jamais fugindo dos princípios norteadores desse ideário.

            É um líder popular, com base fundamental e constituída nas áreas sociais e econômicas mais carentes e pulverizadas do Piauí. E há campo que sobra para essa sua ação político-partidária porque o Piauí detém 1,4 milhão de piauienses que vivem abaixo da linha da extrema pobreza, que sobrevivem, miseravelmente; não tendo o suficiente para sua alimentação normal. Passam fome e muita necessidade. E o combate, a essas mazelas sociais e econômicas, deixa muito a desejar, mesmo com as adoções de medidas de política pública.

            Evidentemente que temos que considerar as épocas e/ou períodos em que os outros líderes proeminentes da política do Estado foram governantes do Piauí: Chagas Rodrigues (1959-1962), Petrônio Portella (1979-1982), Alberto Silva (1971-1975 – 1987-1991) e Mão Santa(Francisco de Assis Moraes Souza – 1995-2001) também foram chefes do Executivo do Piauí. Chagas e Petrônio foram eleitos apenas uma vez; enquanto Alberto Silva e Mão Santa eleitos para dois períodos governamentais, elegendo-se, ambos, em duas ocasiões. Sendo que Chagas Rodrigues, Alberto Silva e Mão Santa eram filhos de Parnaíba – segunda maior cidade do Estado, depois de Teresina. E Petrônio Portella Nunes era filho de Valença, município do Centro Sul do Estado. Todos foram senadores da República, assim como Wellington.

            O Senador Petrônio Portella foi Ministro da Justiça no período revolucionário de 64 e presidente do Senado da República por dois períodos. E responsável pelo prenúncio da distensão política e/ou redemocratização iniciada no Governo Geisel; prosseguindo no Governo de João Batista Figueiredo; concluída no Governo do maranhense José Sarney, que assumiu a Chefia do Poder Executivo Federal com a morte do mineiro Tancredo Neves, que foi Vice deste.

            Nenhum político piauiense teve a trajetória e a ascensão política-partidária, em uma única agremiação, como Wellington; saindo de vereador de Teresina e eleger-se deputado estadual e federal, Governador e Senador da República, sem contar nenhuma derrota. É inédito esse registro.

            Elegendo-se Senador da República em 22; liderando a sucessão também de 22; conseguindo colocar um homem de sua confiança no Palácio Karnak no pleito do próximo ano; pois conta com um conglomerado de partidos, que obedecem sua liderança, poderá voltar ao Governo do Piauí nas eleições de 26, embora não tenha mais  a seu favor e de sua política os presidentes  Lula e Dilma e um partido forte como era o PT, até o surgimento da Lava-Jato que prendeu e condenou Lula e outros líderes nacionais do PT e de outras agremiações de apoio aos governos petistas, além de executivos das maiores empresas construtoras do Brasil

            Entretanto, no Piauí, inobstante essas ponderações acima, Wellington continua fortíssimo e o maior líder do Estado. E apenas o Senador Ciro Nogueira e o ex-deputado federal B. Sá dissentiram de sua liderança para ser o líder das oposições no Estado. E pretendem enfrentar o grupo político governista do PT e demais partidos em 22.

            Portanto, esta plaqueta, é um resumo da enorme ação política do Governador Wellington Dias que, repito, sagrou-se e consagrou-se o maior líder político do Estado do Piauí, suplantando, guardadas as distâncias do tempo, os líderes Chagas Rodrigues, Petrônio Portella, Alberto Silva e Mão Santa. Nenhum alcançou a sua ascensão  política no Estado, elegendo-se e reelegendo-se Chefe do Poder Executivo do Piauí, em quatro períodos e por dezesseis anos.

Magno Pires é Membro da Academia Piauiense de Letras e o Vice-presidente, ex-Secretário da Administração do Piauí, Advogado da União (aposentado), jornalista, administrador de empresas, Portal www.magnopires.com.br, e-mail: [email protected]

fOTO: CNN BRASIL